Descoberta da obra
Somos Anne e Isabelle, ambas educadas na mesma escola religiosa com a particularidade em comum de sermos duas pessoas cegas. Nossos caminhos são diferentes, mas foi no momento em que nossos caminhos de fé se aproximaram que descobrimos Maria Valtorta. Anne procurava dados sobre sua santa padroeira e a infância de Maria, quando, em um domingo, encontrou uma retransmissão de uma adaptação para crianças das visões de Maria Valtorta sobre a vida oculta de Maria e de Jesus. Procuramos então a obra integral e encontramos no "Rassemblement À Son Image" a versão em áudio.
Impacto na fé
A primeira ideia que nos ocorreu é que, de fato, vivemos mais de meio século sem jamais ouvir falar desta obra monumental e que, mesmo assim, recebemos a Palavra de Deus, mas que tudo teria sido muito mais fácil para nós se apenas, em paralelo com os textos canônicos, nos tivessem lido o esclarecimento tão particular que as visões de Maria Valtorta dão! Também constatamos que esses relatos confirmam intuições que não eram apenas nossas, mas também de grandes santos como o Papa João Paulo II. Para citar apenas um exemplo, no final de seu Evangelho, João explica que, após sua Ressurreição, os sinais dados por Jesus ocupariam sozinhos um número infinito de volumes. Ora, precisamente, a aparição de Jesus à sua santíssima Mãe, que não é relatada por nenhum evangelista canônico, foi objeto de tais intuições e sonhávamos em poder ler um dia o relato em algum lugar, convencidas que estávamos, a exemplo de São João Paulo II, de que ela não podia deixar de ter ocorrido.
Graças recebidas
Enquanto passei anos questionando os dogmas católicos sobre Maria, Maria Valtorta me ajudou a entender: Maria é nossa mãe ao mesmo tempo que a de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Maria foi concebida sem herdar nem o pecado original de nossos primeiros pais, nem qualquer pecado de seus próprios pais. Sim, Maria foi a esposa virginal de José (e não sua "mulher"), e os "irmãos e irmãs" de Jesus são, na realidade, primos, a mesma palavra sendo usada para designar esses laços familiares nas línguas semíticas ainda hoje. Maria cooperou mais do que qualquer um na obra redentora de seu Divino Filho, que ela aceitou como tal desde o primeiro dia, pois tendo passado anos no Templo de Jerusalém, ela não podia ignorar que o Servo Sofredor descrito notadamente por Isaías, mas também pelo salmo 21, não era outra pessoa, como testemunha essa cena comovente com Isabel vista por Maria! Sim, Maria passou de sua vida terrena para a vida eterna com sua alma e seu corpo bem vivos, João a viu!
O que diria a alguém que hesita em descobrir esta obra?
Ao descobrir a obra de Maria Valtorta, encontra-se em uma proximidade aumentada com os textos canônicos propostos pela liturgia. Longe de se opor, as duas abordagens se complementam a um ponto que o surpreenderá dia após dia!