Descoberta da obra
Um amigo me apresentou um episódio; isso me deixou em dúvida.
Mais tarde, estando na biblioteca do Seminário de Reggio Emilia, senti-me de repente impulsionado a procurar nos arquivos se havia a obra. Encontrei-a, e peguei emprestado o primeiro volume, e posteriormente os seguintes. Depois comprei todos os volumes, e também os fiz adquirir pela Biblioteca Municipal de Reggio Emilia.
A descoberta foi emocionante. A primeira vez (eu tinha cerca de 23 anos) li toda a obra em seis meses. Depois, reli-a seis ou sete vezes nos anos seguintes, até hoje.
Impacto na fé
O Evangelho me ajudou a descobrir Jesus e Maria, a compreender melhor seus sentimentos, sua maneira de falar, seu modo de se comportar até nas menores coisas. Era o que eu desejava há muito tempo. Tudo me interessava, até os detalhes, das pessoas de Jesus e Maria. Por exemplo, no volume V, cap. 359.9: Jesus estende a mão e diz: “Aceito para os pobres. Mas não aceito a carruagem. Sou o Pobre entre os pobres. Não insistam”. [...] “Por que você não pegou a carruagem?”. “Porque é bom ir a pé”. Essas poucas palavras sempre me fazem refletir muito.
Acrescento que toda vez que relia a obra, sempre encontrava novas luzes, novos pontos para aprofundar e meditar, novos encorajamentos para praticar intensamente minha vida cristã, religiosa e sacerdotal. É uma obra que não envelhece.
Graças recebidas
O Evangelho me fez meditar muito. Sublinhei numerosos trechos e, recentemente, os copiei no computador para relê-los frequentemente e me esforçar para entendê-los cada vez mais e colocá-los em prática.
Os “Cadernos” da Valtorta também me ajudaram muito; convido quem já leu o Evangelho a ler também esses.
A Autobiografia de Maria Valtorta me havia decepcionado. Não sei definir o que esperava ler. Talvez não encontrasse nada de particularmente útil para o meu caminho de fé.
Mas nos anos seguintes, a cada releitura, as virtudes excepcionais da Autora se tornavam cada vez mais claras para mim, virtudes que ela procurava humildemente deixar em segundo plano. Por exemplo: na página 300 da III edição, ela escreve: “Almocei como de costume: pouquinho, mas com gosto”. Na página 301: “Eu à noite nunca comia”.
Mas o que mais me impressiona é o fato de ela ter se oferecido como “Vítima a Deus” pela Igreja e pelos pecadores, e ter suportado incríveis dores físicas sem lamentações e sem arrependimentos. Estou convencido da heroicidade de suas virtudes. Espero que seu Processo de beatificação comece o mais rápido possível.
O que diria a alguém que hesita em descobrir esta obra?
Pio XII havia dito: “Publiquem esta Obra tal como está; quem lê entenderá”. Alguém pode se sentir desencorajado pela vastidão da Obra. Convido-o a ler pelo menos o volume X, sobre a Paixão e Glorificação do Senhor Jesus. Depois sentirá certamente o desejo de ler todo o resto. Alguém se incomoda com o estilo da Autora, muito descritivo; mas para muitos isso é uma ajuda para meditar.
Complemento do testemunho
Quando me tornei sacerdote, muitas vezes utilizei a obra para compreender melhor certos trechos difíceis dos Evangelhos canônicos e do Antigo Testamento, e escrever homilias mais claras e benéficas para os fiéis.
A obra também me ajudou a compreender e evitar os erros teológicos hoje difundidos na Igreja, de modo a poder contribuir para defender o rebanho de Cristo.
Falei do Evangelho com mais de duas mil pessoas (estimativa aproximada), aconselhando a aquisição da obra, que permite até mesmo às pessoas com pouca educação receber uma formação doutrinária e espiritual puríssima e aprofundada.
O Evangelho continua a ser incrivelmente contestado por vários eclesiásticos, mesmo muito influentes. Acredito que nisso também haja a ação do maligno, que certamente odeia esta obra pelo grande bem que faz às almas desprovidas de preconceitos.